ADEGA ARGENTINA CRIA CRIPTOMOEDA BASEADA EM VALOR DE VINHOS

A adega Costaflores, localizada na província argentina de Medonza,  pretende criar uma criptomoeda baseada no valor de uma garrafa de vinho e utilizar a tecnologia blockchain para publicar todo processo de colheita. A ideia inovadora partiu do proprietário americano Mike Barrow, que também é especialista em informática, e planeja executar o projeto em poucas semanas, logo após o fim da colheita do vinho orgânico “Mike Tango Bravo”. 

Segundo explica o proprietário, apenas serão aceitas as moedas virtuais “MTB 2018” como forma de pagamento.  Cada garrafa do vinho será equivalente a uma dessas criptomoedas, que serão cotadas nos próximos três anos, após o período de amadurecimento do vinho que fica armazenado entre 12 e 14 meses em tonéis e tanques de aço e passa dois anos engarrafado para a conclusão desse processo. 

Durante esse tempo de estoque, o americano utilizará o aplicativo denominado Open Vino para tornar todos os dados captados pelos sensores digitais implantados no vinhedo, acessíveis e transparentes ao público. Para Barrow esse é um sistema que impede que as informações possam ser alteradas e garante a confiabilidade do produto, além de modernizar o processo de venda. “Eles falam muito de recuperar a tradição, de proteger as denominações de origem, coisa que me parece muito bonita, mas quando eu falava de ‘blockchain’, diziam: ‘e este, quem é?'”, relembra ele.  

A empresa, que produz em média 15 mil garrafas de vinho por ano, pretende comercializar o produto através de moedas virtuais com um preço de custo inicial em torno dos R$ 16.  Através da tecnologia, o proprietário espera regulamentar melhor o preço da bebida, desmistificando assim uma questão difícil de ser respondida pelos produtores que consideram os preços dos vinhos muito “arbitrários” e cheios de “misticismo”. 

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