APENAS 36% DAS EMPRESAS ADOTAM PRÁTICAS DE GESTÃO DE RISCOS

Uma pesquisa realizada pela realizada pela Marsh Risk Consulting apontou que apenas 36,2% de empresas brasileiras declararam que utilizam práticas de gestão de risco. O índice é praticamente o mesmo dos entrevistados que afirmaram que suas empresas têm praticas consolidadas e implementadas na rotina diária, resposta citada por 36,1% dos participantes do estudo. 

Especialistas acreditam que poucas empresas adotam práticas de antecipação de riscos de diversas ordens porque  esse é um processo que ainda está em maturação no País. Na pesquisa, 46% das empresas alegaram falta de conhecimentos sobre a importância do assunto e 14% disseram que a alta gestão da companhia não apoiava a implementação dessa prática nos negócios. 

De acordo com Fernando Alves, presidente da PwC Brasil, toda a empresa necessita de uma boa política de gestão de risco. Isso porque é através delas que é possível fazer um diagnóstico completo do funcionamento da empresa e verificar a probabilidades da ocorrência de impactos negativos e como é possível evitá-los. 

O grande problema que impede as empresas de adotarem a prática de gestão de risco, segundo a pesquisa, é a cultura organizacional das companhias, que foi citada por 51% dos entrevistados.  Sidney Ito, sócio responsável pela área de governança corporativa da KPMG, afirma que esse problema é frequentemente observado em empresas que adotam práticas muito agressivas a curto prazo, o que acaba sendo prejudicial. “Se você não cria medidores de risco que se preocupem com a forma que essas metas sejam atingidas, você pode quebrar a empresa”, alerta. 

Segundo Ito, o ideal é que os gestores pensem nas práticas de risco como uma forma de competitividade já que ela protege o negócio de problemas inesperados e que podem gerar altos custos. Além disso, esse processo deve ser construído para evitar episódios de dano ao ambiente social ou cibernético, o que, de acordo com ele, é fatal para a imagem de um negócio.  

(Equipe do site)

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