BANCOS ESTIMAM CRESCIMENTO MENOR DO QUE O PREVISTO

Inúmeros bancos e economistas vêm revisando para baixo suas estimativas de crescimento econômico para o ano de 2018. De acordo com Cristiano Oliveira, economista chefe do Banco Fibra, a projeção de aumento de 4% foi adiada para 2019, sendo que esse ano o PIB deve crescer apenas 2,8%. 

No final de 2017 a expectativa era de que esse ano fosse o ápice do avanço para a economia brasileira, mas os dados do primeiro trimestre confirmam um fraco desempenho da indústria e comércio. Para Oliveira, a corrida eleitoral de outubro é um dos fatores que contribuem para a fraca perspectiva de crescimento. “A questão eleitoral cria um horizonte macroeconômico nebuloso, porque não se sabe qual vai ser a política fiscal adotada e isso tem impacto em todo o arcabouço macroeconômico”, explica. 

Já para Artur Passos, economista do Itaú Unibanco, essa estagnação se deve a uma série de fatores que aconteceram de forma positiva em 2017 e que não irão acontecer em 2018, como o caso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que injetou R$ 41,8 bilhões na economia brasileira no ano passado. “Em 2017, tivemos uma forte safra agrícola, queda da inflação e a injeção de recursos com a liberação do FGTS das contas inativas. Foram componentes que ajudaram no ano passado e com os quais não podemos contar neste ano”, comenta. 

O fato é que essa insegurança nos investimentos reflete no mercado de trabalho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa de desemprego subiu de 11,8% no último trimestre do ano passado, para 13,1% nos primeiros três meses de 2018.  Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o número de 13,7 milhões de desempregados em 2018 é menor, mas com a baixa expectativa de crescimento a tendência, segundo os especialistas, é que o número de pessoas sem trabalho não baixe muito disso. 

(Equipe do site)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *