BRASIL É UM DOS PAÍSES QUE MAIS REGISTRA CIBERATAQUES

O Relatório de Ameaças à Segurança na Internet (ISTR) aponta que o Brasil é o sétimo país que mais gerou ciberataques no mundo em 2017, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China, Índia, Rússia, Alemanha e Japão. O estudo analisa 157 países e foi divulgado na terça-feira (27.03) pela segurança digital Symantec, em São Paulo.

A 23ª edição da pesquisa indicou que o Brasil é o terceiro que mais disseminou ameaças por spam e o quarto por robôs virtuais. Entre 2016 e 2017 foi registrado um crescimento de 600% nos ataques a dispositivos de Internet das Coisas e um aumento de 54% no número de malwares em celulares e tablets e de 80% em computadores Mac. Além desses números, o estudo constatou também que 64% do emails que circulam no país são de cunho comercial não autorizado.

A baixa fiscalização e aplicação de regulações já existentes, aliadas aos maus comportamentos de usuários de internet são alguns dos fatores que explicam o destaque do cibercrime no país. Para Vladimir Amarante, diretor de engenharia da Symantec Latam, afirma que temos uma cultura early adopter no Brasil, onde usuários adotam tecnologias de forma rápida sem passar por um processo de conscientização, que ainda precisa evoluir. “No caso recente de vazamento de dados pela Netshoes, é novo que o Ministério Público tenha enquadrado a empresa pelo Marco Civil, de 2014, exigindo que ela comunicasse o vazamento a seus clientes. Isso é uma evolução e motiva outras empresas a tomares medidas preventivas”, exemplifica ele.

A maior surpresa do relatório é o incrível aumento do criptojacking que cresceu 8.500% mundialmente em apenas um ano. A modalidade foi impulsionada pelo crescimento das transações através de criptomoedas, que tornam mais atraente a instalação de vírus em aparelhos alheios para minerar bitcons, por exemplo, que correspondeu a 24% de todos os ataques na internet bloqueados pela empresa em dezembro de 2017.

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