CANDIDATOS UTILIZAM BIG DATA PARA ATINGIR ELEITORES

Com o crescimento constante e acelerado do Big Data, movido pelo enorme volume de dados produzidos através do uso de redes sociais, gadgets, aplicativos, GPS, entre outros, os candidatos poderão utilizar a análise minuciosa das informações para atingir seu eleitorado em 2018. É nisso que acredita Maurício de Moura, economista e CEO fundador do Ideia Big Data.

De acordo com ele, a coleta de dados é uma peça fundamental para que os políticos consigam se aproximar de seus eleitores e conseguir os votos dos indecisos, reprisando o que já é feito pelo mercado. Ele afirma que as pessoas precisam se conscientizar de que é muito difícil manter a privacidade online, principalmente no caso das redes sociais onde muitos usuários aceitam compartilhar informações como a lista de amigos por exemplo. “Quando você ativa seu celular, você começa a gerar informação, seja sua localidade, conteúdo que você produz ou pesquisa. A coleta de dados é feita de diversas fontes offline e online”, declara.

O economista defende que atualmente não existe campanha eleitoral que não dependa da coleta de dados. “Falar com os eleitores certos é o que faz a diferença na campanha. Vai ter um grupo que nunca vai votar em você, e outro que não precisa ser convencido. As eleições são ganhas no grupo intermediário, é esse que precisa ser identificado, e o Big Data ajuda a descobrir o que eles pensam e quais são as melhores maneiras para abordá-los”, explica.

Moura também lembra que recentemente as autoridades mundiais ficaram atônitas com a dimensão de influência que o Big Data pode ter sobre as campanhas, como foi o caso das eleições dos Estados Unidos, que envolveram Donald Trump no maior escândalo de vazamentos de dados que já houve. Segundo o economista esse é um exemplo do quanto as informações valem para o cenário político.

(Equipe do site)

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