A CLEPTOCRACIA BRASILEIRA – por Diego Casagrande

Durante os governos Lula/Dilma a Odebrecht ganhou montanhas de dinheiro nosso. Pelo menos R$ 25 bilhões financiaram, via BNDES, a família de larápios que fazia obras no exterior (Metrô de Caracas, Porto de Mariel em Cuba, construções em Angola, etc) e distribuía parte da grana ao sistema político.

Neste mesmo período, a JBS também recebeu de mão beijada via BNDES, pelo menos R$ 12 bilhões do nosso dinheiro. O banco estatal até sócio virou. Com esta barbadinha impossível de ser acessada por 99,99% dos brasileiros, os irmãos de crime Joesley e Wesley compraram as norte-americanas Swift e a Pilgrim´s Pride, tornando-se líderes mundiais em carne processada. Parte da grana barata que propiciou esta expansão sem precedentes voltou aos políticos na forma de propinas.

Em ambos os casos, quem mais se banqueteou foram os membros do PT, PMDB e PP, que deram sustentação ao projeto Lulopetista. Agora sabemos que até Temer estava na folha. Verdadeiras fortunas irrigaram campanhas de forma ilegal e fizeram homens públicos milionários. Mas era tanto dinheiro que não fazia sentido deixar os amigos da oposição de fora da ceia. Políticos do PSDB, DEM, PTB e outros, viraram partícipes da Festa de Babete do roubo de dinheiro público.

Quase três décadas depois de restabelecida, aquilo que chamamos de “democracia”, foi à lona. E imagino que não tenha sido para isso que fomos às ruas e lutamos com ardor por liberdade nos anos 80 pelo direito sagrado de escolher nossos representantes. Se foi, faltou combinar com a gente.

Nocauteada pela corrupção e o aparelhamento do Estado, justamente por aqueles que deveriam lutar para preservá-la, nossa democracia virou caso de polícia. Foi capturada pelas redes do patrimonialismo secular em que políticos e grandes empresários se associam para obter benesses e roubar. Para eles, o sagrado dinheiro dos pagadores de impostos é trampolim para o enriquecimento sem mérito.

Democracia é um método adotado por muitas nações para fazer as coisas. Pressupõe regras que propiciem ao povo participar escolhendo seus representantes, sempre visando gerar o bem-estar comum. Mas quando este sistema se mostra uma ficção onde o real objetivo é o enriquecimento ilícito de quem está no poder, o nome é outro: Cleptocracia, governo de ladrões.

2 comentários em “A CLEPTOCRACIA BRASILEIRA – por Diego Casagrande

  • Segundo os próprios políticos, nem 1% deles está fora deste assalto, se tudo der certo votando em urnas não fraudadas, levaremos pelo menos 200 anos para termos 80% de políticos honestos, antes disso, chegaremos ao fundo do fundo do poço. Qual a solução???

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  • Com raras exceções, e o Diego Casagrande é uma delas, a imprensa brazuca tem muita responsabilidade por esse caos moral e ético que impera no Brasil.

    Graças à conivência da grande mídia tupiniquim, embretada pela farta propaganda estatal, disseminou-se a pilantragem e a pilhagem.

    Portanto, na minha opinião, a grande mídia brasileira é responsável, SIM, por boa parte dos descalabros que o país enfrenta. Basta dizer que até hoje nenhum veículo se levantou contra a lei da mordaça eleitoral, que impede os jornalistas de emitirem opiniões desfavoráveis a candidatos. Outro exemplo, é que nenhum veículo recusa propaganda estatal ou de sindicatos, mesmo que estes tenham vínculos partidários e adotem viés ideológico esquerdo-comunista.

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