CONGRESSO CRIA GASTOS MESMO COM ARRECADAÇÃO REDUZIDA 

Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registra crescimento de apenas 1,6% ante os 2,5% do ano passado e, reduzindo a arrecadação, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados estão votando a favor de projetos que concedem benefícios e perdoam dívidas. Dentre as 60 medidas que tramitam pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a chamada “pauta bomba” é a que mais chama atenção, podendo gerar um impacto negativo de R$ 667 bilhões até 2020.  

Caso a medida for aprovada, ela poderia ultrapassar o valor da projeção do déficit fiscal para o período, estipulado em R$ 408 bilhões, e ocasionar um aumento no rombo dos cofres públicos. Além disso, outras pautas que foram votadas pelo Congresso Nacional nos últimos dias podem causar um prejuízo extra para a União de mais de R$ 100 bilhões.  

De acordo com analistas do Bradesco, o déficit primário acumulado de 2018 a 2020 poderia somar cerda de R$ 320 bilhões, sem levar e consideração os possíveis juros da dívida. O deputado Claudio Cajado (PP), defende que para impedir o aumento dos gastos públicos, medidas como o congelamento dos reajustes à servidores devem ser discutidas e aprovadas, pois o Congresso não pode esquecer a difícil situação de déficit que existe no País. “Nós não podemos ser irresponsáveis de tapar os olhos e não enfrentar a dureza que a realidade impõe, que é um déficit crescente, ano após ano”, conclui. 

(Equipe do site)

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