CRIPTOMOEDA GANHA ESPAÇO EM UNIVERSIDADES

Os departamentos de Economia das universidades brasileiras começaram a incluir estudos sobre criptomoedas em disciplinas, pós-graduações e até mesmo em projetos de pesquisa. Entre as novidades, se destacam o primeiro programa de mestrado com ênfase nas moedas virtuais e uma entidade estudantil fundada em São Paulo com objetivo de agilizar a formação profissional e o estudo do blockchain. 

Esse grupo, denominado Blockchain Insper, surgiu a sete meses e combina a pesquisa em áreas de Finanças, Tecnologia e Negócios com atividades de uma empresa júnior, com o objetivo de desenvolver novos modelos de negócio baseados nas moedas digitais. Segundo João Perpetuo, que cursa Economia e é um dos idealizadores do projeto, já foram firmadas parcerias com cinco empresas que auxiliam os alunos com mentores e consultores na área e ajudam a definir prioridades nas pesquisas. “A gente teve a humildade de entender que não adianta fazer algo sozinho”, afirma. 

O professor Alan de Genaro, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), também reconheceu a importância das criptomoedas e as incluiu como tema adicional na sua disciplina de Derivativos. Ele reconhece que o assunto deve ser abordo com os alunos mesmo que estes não trabalhem no mercado de finanças após formados. “As pessoas têm de entender quais fatores são benéficos e quais não são adequados nas criptomoedas”, explica. 

Seguindo o mesmo caminho, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ofertará no segundo semestre um curso de mestrado profissional de Economia focado em moedas digitais. O coordenador do programa, Ricardo Rochman, acredita que os profissionais precisam se capacitar para a atuar no mercado de startups que prometem crescer muito nos próximos anos.“Temos fundamentos econômicos e financeiros dentro das criptofinanças que valem a pena ser discutidos, pesquisados e ensinados”, conclui. 

 

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