A DATA QUE ENVERGONHA A HUMANIDADE – por José Antonio Rosa

No dia 07 de novembro de 1917, portanto há 100 anos, eclodiu na Rússia czarista a Revolução Bolchevique, que deu início à formação da União Soviética. Ao longo do tempo espalhou e ainda espalha pelo mundo o terror, o democídio (soma de genocídio, politicídio e assassinato em massa) e todos os inumeráveis erros do comunismo. Essa abominação, irmã siamesa do nazismo – ambos gerados no mesmo ventre fétido do totalitarismo e do coletivismo – foi responsável por mais de 20 milhões de assassinatos na URSS e em torno de outros 200 milhões nos demais países onde foi implantada.

Nenhuma nação decente ousou comemorar a data desta desolação. Nem mesmo a atual Rússia, antiga União Soviética, trouxe à lembrança esse dia infame. Atualmente trocaram o dia 07 de novembro de 1917 pelo dia 07 de novembro de 1941, data em que as tropas soviéticas se somaram ao resto do mundo livre e democrático para lutarem contra o nazismo (a URSS e a Alemanha nazista eram aliadas, por força do Pacto Molotov-Ribbentrop de não agressão, firmado em 1939; tal aliança funesta durou até 1941, quando o exército alemão invadiu o território soviético, abrindo a guerra em duas frentes).

Infelizmente, em torno de 5 mil pessoas de vários países dirigiram-se a Moscou para comemorar essa desgraça que desonra a raça humana. O Brasil se fez representar por membros do PC do B de Manuela D’Ávila, Vanessa Grazziotin, Jandira Feghali e pelo PSOL de Jean Wyllys, Marcelo Freixo, Fernanda Melchiona e Pedro Ruas.

Alguns países que foram vítimas desta maldição hoje proibiram a formação do partido comunista e até mesmo a exibição pública da foice e o martelo, símbolo funesto desta ideologia política macabra. A humanidade tem como obrigação moral lutar contra este regime abjeto que dizimou milhões de vidas e destroçou inúmeras nações.

Lastimavelmente, o Brasil está na contramão da história e ainda dialoga com o perigo.

Recentemente foi inaugurado em Porto Alegre um memorial em homenagem a Luiz Carlos Prestes, um canalha assassino, traidor da pátria, que serviu de espião soviético dentro do Brasil com o objetivo de aqui implantar o regime de que a maioria da população russa se envergonha e execra.

O dia de hoje não é para comemoração, mas para fazermos uma profunda reflexão sobre nossa condição humana e avaliarmos onde erramos, pois permitimos que o mal se travestisse de bem e de humanismo, para aniquilar pessoas sob o pretexto de buscar o bem da humanidade.

(José Antonio Rosa é advogado – https://www.facebook.com/joseantonio.rosa.54)

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