DISTRIBUIDORAS DA ELETROBRAS OFERECEM O TRIPLO DO SALÁRIO DE EMPRESAS DA INICIATIVA PRIVADA

Laudos apresentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) apontam que as distribuidoras da Eletrobras pagam salários, em média, três vezes maiores dos que são aplicados na iniciativa privada. Apesar do prejuízo de R$ 4,2 bilhões em 2017, os funcionários da empresa recebem remunerações que giram em torno dos R$ 11,7 mil mensais.  

Os dados apontam que a distribuidora do Amazonas, que tem o maior prejuízo, e a de Roraima, que foi considerada a mais ineficiente do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são as que tem as maiores médias salariais, com R$ 15 mil. O salário médio da Neonergia, que é concorrente direta da Eletrobras, é cerca de R$ 4,3 mil, número que é menos da metade do que a estatal paga. 

A maior parte dos funcionários das distribuidoras da Eletrobras ingressou na estatal através de concurso público e a maioria dos salários médios inclui remuneração fixa, variável, benefícios e extras, como adicional de periculosidade por exemplo. Fernando Pereira, coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), justifica que a média salarial é elevada devido à quantidade de engenheiros que atuam nas companhias. 

De acordo com o coordenador, os salários oferecidos inicialmente pela Eletrobras não apresentam tanta disparidade em relação aos pagos por outras companhias. Segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo na semana passada, o salário inicial nas distribuidoras da Eletrobras varia de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil, enquanto nas distribuidoras privadas do Norte e Nordeste, esse valor gira em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil.  

(Equipe do site)

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