DÓLAR DEVE CONTINUAR VOLÁTIL ATÉ AS ELEIÇÕES   

Analistas afirmam que a tendência é de que o dólar continue a apresentar certa volatilidade até as eleições. Para o economista da LCA Consultores, Fábio Romão, o mercado tem uma certa preferência por Geraldo Alckmin (PSDB) e um segundo turno entre PT e Jair Bolsonaro (PSL) não seria bom para o setor. 

“O mercado imagina que um eventual segundo turno entre o ex-prefeito Fernando Haddad, que substituiria Lula na cabeça da chapa do PT, e Bolsonaro poderia poluir o atual cenário, de uma economia ainda frágil”, opina. 

Segundo o economista-chefe da Spinelli, André Perfeito, o valor atual é para ser até mais alto. Ele afirma que o Banco Central estava “jogando o problema para baixo do tapete, por meio dos swaps. Na verdade, sem a intervenção do Banco Central, já era para o dólar ter passado dos R$ 4”. 

Na visão do ex-diretor da área internacional do Banco Central Alexandre Schwartsman a situação é pior do que as eleições de 2002, onde o valor do dólar também passou por momentos de volatilidade. “Ao contrário de 2002, temos um balanço de pagamentos em boa forma e o mundo, apesar de todos os problemas, é mais favorável ao Brasil. A tarefa de quem for eleito será mais difícil do que em 2002”, conclui. 

(Equipe do site)

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