EFICIÊNCIA ENERGÉTICA GERARIA ECONOMIA DE R$ 4 BILHÕES AO ANO

Um estudo divulgado na terça-feira pela Comerc Esco, indica que a indústria brasileira de geração de energia poderia economizar R$ 4 bilhões anualmente se adotasse soluções de eficiência energética a partir de 2020. O levantamento indica que essa economia seria equivalente a três vezes o que é gerado na Pecém 1, que é a maior usina a carvão do Brasil, e a quase 18% da geração de uma Itaipu. 

Os dados também apontam que comercialmente o potencial econômico seria de cerca de R$ 2,4 bilhões ou 17,6% da geração de uma usina como a Belo Monte e corresponderia a 6 milhões de toneladas de CO2 a menos na atmosfera, o equivale ao plantio de 42,63 milhões de árvores. Marcel Haratz, executivo da Comerc Esco, explica que o Brasil ainda está na contramão do que é observado em países como China, Índia e Japão. “Eficiência energética é rentabilidade e competitividade, não é aumento de custo. Mas ainda há uma resistência no Brasil, o que torna o processo decisório mais lento”, afirma. 

Enquanto o consumo global de energia caiu 12% entre 2000 a 2016, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), estimativas divulgadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) indicam que a América Latina perde 17% da energia que gera anualmente. Para Alexandre Moana, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Eficiência Energética (ABESCO), o que falta para o País melhorar sua economia energética é uma mobilização política e empresarial. “Soluções de tecnologia já temos demais, o que falta é política de estímulo para adotá-las”, defende. 

Moana também lembra que os números do AIE apontam que 32% do consumo mundial de energia está ligado a alguma política voltada à eficiência energética.  “Em muitos países, há normas e metas para redução do consumo de energia e as empresas devem seguir isso. É o que falta para o Brasil avançar nessa agenda”, conclui. 

(Equipe do site)

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