ESPECIALISTAS ACREDITAM QUE NÚMERO DE CRIPTOMOEDAS DEVERÁ SER REDUZIDO

Os especialistas em criptomoedas acreditam que apenas as mais relevantes entre as 1.200 moedas virtuais existentes vão de fato se consolidar no mercado. Para Frederic de Mariz, diretor da UBS Brasil, o número de criptomoedas se expandiu muito rapidamente nos últimos anos, mas é difícil imaginar que essa diversidade se mantenha, e no fim das contas deverá restar apenas aquelas mais aceitas pelos investidores. 

A opinião também é compartilhada por Ricardo Rochman, coordenador do mestrado profissionalizante da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que acredita que as moedas virtuais que restarem devem ter sua segurança fortificada. “As outras têm que provar sua segurança, se o uso faz sentido, o que nem todas conseguem fazer. Como é fácil criar, há moedas que são redundantes. Outras a gente desconfia que possam ser esquema de pirâmide, e por aí vai”, analisa. 

De acordo com Rochman, a regulamentação das ofertas iniciais de moedas (ICOs) seria uma boa forma para controlar a criação de novas criptomoedas e o levantamento de recursos, mas questiona se os governos estão preparados para entender as necessidades dos investidores. “Se já baixasse uma regulamentação, mesmo que simples, não haveria ônus e os investidores estariam protegidos. Qual vai ser o critério para regulamentar? Depois que tivermos um milhão de prejudicados?”, finaliza.

(Equipe do site)

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