EUA EXIMEM BRASIL, MAS VÃO COM TUDO CONTRA A CHINA

O Representante de Comércio dos Estados Unidos, Roberto Lighthizer, confirmou ontem (22.03) que o Brasil foi excluído das tarifas de importação de aço e alumínio. Junto com o Brasil, foram beneficiados a União Europeia, Argentina, Austrália e Coreia do Sul. México e Canadá já estavam contemplados em um decreto anterior do presidente americano, Donald Trump.

Segundo alguns analistas, teria pesado na decisão do presidente Trump a boa relação que esses países mantém com os Estados Unidos e também dos seus mandatários. No caso dos países do Mercosul, chegou a ser mencionado no mercado que os países poderiam retaliar de alguma forma os Estados Unidos, entre outras formas, vendendo commodities para a China sem o uso da moeda norte-americana.

As tarifas de importação de 25% no caso do aço e 15% no caso do alumínio impactaria em cheio o Mercosul. Depois do Canadá, o Brasil é o maior fornecedor de aços aos Estados Unidos. No caso do alumínio, a Argentina é um dos maiores fornecedores.

A disputa comercial é de vital importância para o agronegócio. Apesar do alívio para os países excetuados, os Estados Unidos oficializaram tarifas de 25% às importações de produtos chineses estimadas em US$ 60 bilhões. É dado como certo que a retaliação chinesa afetará as exportações agrícolas dos Estados Unidos, incluindo os cultivos de soja e milho. Anteriormente, a China já anunciou uma investigação anti-dumping envolvendo o sorgo norte-americano que deve levar ao cancelamento de todos os contratos com este cultivo.

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