GASTOS PREVIDENCIÁRIOS PODEM CHEGAR A R$ 876 BILHÕES SEM REFORMA

Um estudo realizado pelo economista Fabio Gambiagi indica que se a reforma da previdência não for feita nos próximos quatro anos, os gastos com aposentadorias, pensões e benefícios sociais do INSS chegarão a R$ 876 bilhões em 2026. Nesse ano o valor já foi estipulado em R$ 649 bilhões. 

De acordo com Gambiagi, o cumprimento da regra do teto de gastos públicos é inviável sem a referida reforma. Para ele, que é chefe do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e especialista em contas previdenciárias, nem a reforma que está sendo discutida pelo governo é suficiente para resolver o problema, defendendo que medidas mais duras deveriam ser tomadas. 

“A reforma proposta pelo governo já não é mais suficiente, dada a intensidade dos problemas que se acumularam desde então, notadamente o aumento dos gastos com pessoal, que tolheu o espaço para as demais despesas”, comenta. 

Além do especialista, a pesquisa também contou com a participação de Felipe Pinto, da Parcitas Investimentos, e de Leandro Rothmuller, economista-chefe do banco Bocom BBM.

(Equipe do site)

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