IBGE APONTA QUE 10% DA POPULAÇÃO CONCENTRA 43% DOS RENDIMENTOS

Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (11.04), aponta que os 10% mais ricos concentravam em 2017, 43,3% da massa de rendimentos do país, enquanto os 10% mais pobres ficaram com apenas 0,7%. Os dados são baseados na Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que também mostrou que 1% mais rico da população recebia um valor que gira em torno dos R$ 27.213 mil, que é 36,1 vezes maior do que o rendimento dos 50% mais pobres. 

A pesquisa chegou à conclusão de que o rendimento médio mensal em valor domiciliar per capito também ficou menor, apresentando uma queda de R$14 reais em comparação com 2016. No ano passado, os brasileiros receberam uma média de R$ 1.271 mil ante R$ 1.285 mil em 2016, sendo que as regiões Norte e Nordeste apresentaram um valor bem abaixo do estipulado, com R$ 810 e R$ 808, respectivamente. 

O número de domicílios brasileiros que recebiam auxílio do Programa Bolsa Família passaram de 14,3% em 2016 para 13,7% em 2017, com o Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) apresentando as maiores quedas. Enquanto os domicílios que não recebiam ajuda governamental do programa tiveram rendimento médio mensal real domiciliar per capita de R$ 1.489 mil, os que recebiam Bolsa Família ganhavam apenas R$ 324. 

A desigualdade no Brasil aumentou em quatro das cinco regiões entre 2016 e 2017. O Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda numa escala de 0 a 1, indicou que houve aumento no Nordeste de 0,555 para 0,567; no Norte, de 0,539 para 0,544; no Centro-Oeste de 0,523 para 0,536 e no Sul de 0,473 para 0,477. O Índice de Gini apresentou recuo apenas no Sudeste, passando de 0,535 para 0,529. 

(Equipe do site)

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