IDOSOS SÃO 7,8% DOS OCUPADOS NO PAÍS 

Apesar dos idosos serem minoria no mercado de trabalho sua participação está aumentando nos últimos anos. Um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o percentual de ocupados com idade avançada passou de 6,3% em 2012, para 7,8% em 2018.  

O estudo é baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que é apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e reflete o envelhecimento da população e uma possível mudança de comportamento de brasileiros com mais de 60 anos. De acordo com a seção da Carta de Conjuntura sobre o mercado de trabalho, que foi divulgada pelo Ipea na segunda-feira (25.06), os idosos estão escolhendo deixar seus empregos em idade mais avançada do que antes. 

“Os dados de transição, por sua vez, retratam que o crescimento dos mais idosos na força de trabalho não ocorre porque tem aumentado o número destes trabalhadores que estão saindo da inatividade e retornando ao mercado de trabalho, e, sim, porque vem recuando a parcela de idosos que decidem sair da força de trabalho e ir para a inatividade, independentemente de estarem ocupados ou não”, analisa o Ipea. 

Os números indicam que no primeiro trimestre 2012, 20% dos idosos ocupados que perderam colocação dentro do mercado de trabalho decidiram ficar inativos, mas em 2018 esse número foi de 16%. Por outro lado, 48% dos idosos que estavam desempregados em 2012 decidiram voltar a trabalhar enquanto nesse ano o índice foi de 40%. 

Além disso, a pesquisa mostra que enquanto em 2012 a parcelada idosos que se mantiveram ocupados no primeiro trimestre foi de 80%, nesse ano esse número subiu para 83%. Na média dos últimos quatro trimestres, 46% dos ocupados com idade mais avançada moravam no Sudeste, 56% eram do sexo feminino e 63% diziam ser chefes de família. 

Destes, 27% estavam no mercado formal e 45% trabalhavam por conta própria. Nesse cenário, 17% das pessoas com mais de 60 anos de idade atuava no comércio, 15% na agricultura e 10% trabalhavam no setor de serviços relacionado à saúde e educação. 

(Equipe do site)

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