INCERTEZA ELEITORAL MANTERÁ CÂMBIO FORTALECIDO 

A INTL FCStone prevê em relatório especial que as taxas de câmbio devem se manter fortalecidas no terceiro trimestre do ano, com a grande possibilidade de altos picos no dólar.  O cenário é motivado pelo movimento dos ativos de economia emergentes e também pela instabilidade do cenário político brasileiro.  

“No Brasil, a indefinição do quadro de candidatos, que ainda deve contar com uma indicação de Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT), e a possibilidade de eleição de um governo menos reformista e com pouca previsibilidade na política econômica somam-se aos fatores externos como fontes de apreensão”, diz em parte do relatório.  

De acordo com dados da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (CNI/Ibope), no cenário eleitoral que tem a participação de Fernando Haddad como indicado para concorrer pelo PT, Jair Bolsonaro e Marina Silva estão tecnicamente empatados, com 17% e 13%, respectivamente. Apesar disso, Vitor Andrioli, analista de mercado da INTL FCStone, destaca que como a rejeição de Marina é de 18%, sendo relativamente menor que a de seu oponente, a candidata da Rede é a que tem maiores chances de vencer o pleito.  

“Com a consolidação da perspectiva de vitória da candidata, a taxa de câmbio do real deve manter-se volátil e com viés de alta nos meses que antecedem as eleições”, comenta.  

Por outro lado, Andrioli afirma que a intervenção do Banco Central (BC) pode conseguir atenuar o impacto do dólar no mercado interno através de leilões e da oferta de novos contratos de swap cambial. A influência do BC já havia sido garantida pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, que em seus últimos anúncios salientou que a instituição continuará atuando para manter a fluidez e a tranquilidade nas negociações.  

“Um agravante para essa tendência é a mudança no tom da política monetária do Federal Reserve, que tem caminhado na direção da normalização da taxa de juros em resposta à aceleração da inflação no país e ao mercado de trabalho apertado, assim como pela retirada dos estímulos quantitativos promovidos pelo Banco Central Europeu”, conclui ele. 

(Equipe do site)

 

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