INSTITUTO TRAÇA O PERFIL DO ELEITOR EM 2018

Um estudo produzido pelo Instituto Locomotiva traçou o perfil do cenário eleitoral do Brasil para o pleito de 2018.  De acordo com o relatório, que foi publicado em abril deste ano, “o novo eleitor é digital, mas a classe política é analógica”. 

Dentre as principais constatações da pesquisa fica evidenciado o descrédito do eleitor com os possíveis candidatos. De acordo com Renato Meirelles, presidente do Locomotiva, existe um deslocamento muito grande entre os governantes e a população brasileira, já que apenas 4% dos entrevistados afirmaram confiar nas lideranças políticas e apenas 3% nos partidos.  

“Prova disso é que, para 92% da população, todo político é ladrão. Temos uma classe política envelhecida, que percebe a vontade de mudança, mas faz de tudo para se manter no poder. Ela não apresenta aos eleitores alternativas efetivas de renovação. A oferta é mais do mesmo” disse. 

Os dados coletados também destacam a visível fragmentação do cenário eleitoral. Segundo Meirelles, os possíveis dois candidatos que concorrerão em segundo turno terão menos do que 20% dos votos, além disso, o vencedor não deve ser apoiado por mais do que um terço dos eleitores.  

“Enquanto essa parcela polarizada prefere discutir o Brasil olhando para o passado, a grande maioria aposta em uma visão do futuro. Políticos que ao invés de falarem mal de seu adversário, consigam propor saídas para o Brasil. É preciso maturidade para sair das falsas polêmicas que esquerda versus direita têm colocado na pauta eleitoral”, comenta. 

Para o instituto, é muito provável que os candidatos que ficarem melhor colocados nas eleições sejam de lados políticos opostos. Contudo, 65% dos entrevistados acredita que o Presidente da República deve ser alguém que se mantenha longe de discussões político-ideológicas. 

(Equipe do Site)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *