INVESTIMENTO DE RISCO EM STARTUPS DISPARA 207% NO BRASIL

O investimento em startups brasileiras por fundos de venture capital, que é considerado de risco pela aplicação em novas empresas inovadoras, cresceu 207% em 2017, atingindo cerca de R$ 2,86 bilhões. Dados divulgados pela Associação Latino-Americana de Fundos de Capital de Risco (Lavca). mostram que os valores são bem mais altos que em 2016, que registrou uma soma de R$ 923,3 milhões.

Enquanto no ano anterior os fundos de capital de risco investiram em 64 companhias brasileiras, em 2017 esse número quase dobrou, somando 113 empresas. Entre esses investimentos se destacam os US$ 200 milhões aplicados na 99 e a venda da 3D Decora por 100 milhões.

Transações com valores acima do mercado como esses, aliados a um aumento também no número de operações realizadas, são as grandes responsáveis pelos números históricos. Segundo Julie Ruvoro, diretora da Lavca, investimentos cada vez mais altos são impulsionados, principalmente, pela entrada de mais fundos estrangeiros na América Latina. Enquanto, em 2015, foram registrados 52 fundos ativos, em 2017, esse número era de 80.

Agora é cada vez mais comum ver empreendedores de startups se juntando aos fundos e injetando mais dinheiro no mercado. Arthur Garutti, sócio da aceleradora de startups ACE, acredita que casos de investimentos de sucesso começaram inflaram a confiança de empreendedores que enxergaram no país uma grande melhora na qualidade e maturidade de projetos locais.

Grandes companhias estão criando fundos de capital de risco cada vez maiores a fim de assimilar novas tecnologias. Com mais capital no mercado, o ciclo de investimento continua e mais recursos são destinados para o crescimento a longo prazo dessas companhias, que não pensam mais apenas em lucros imediatos, mas sim na sobrevivência do negócio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *