O NAUFRÁGIO E O DESESPERO – por Glauco Fonseca

Dizem as lendas que, em 1912, no lançamento ao mar do então maior navio do mundo, o construtor da White Star, Thomas Andrews, teria proclamado uma frase arriscada: “Nem Deus afunda o Titanic”. Pois o Todo Poderoso mexeu apenas numa pedrinha de gelo de seu whisky (na época, Deus era britânico) e fez rasgar o casco do enorme vaso, que singrava solene o gelado Atlântico Norte até que afundou deixando mais de 1.500 mortos por afogamento. No filme de James Cameron, os músicos tocando até o final eram a imagem do desalento, do fim da esperança. Não precisava ser Deus para afundar o Titanic…

Na política também acontecem dessas coisas. Volta e meia surgem ideias poderosas, líderes carismáticos, criam-se vertentes novas, ousadas, utopias de fácil adesão e, lá se vai mais um transatlântico para o fundo do mar. Foi assim com o marxismo soviético, o nazismo alemão e o fascismo italiano. De início, pareciam boas ideias, faziam amplo sentido, possuíam lideranças engajadas e…voilá! Fez-se a merda. Como os experts dos maiores estaleiros do mundo, achavam suas ideias “unsinkable”, imbatíveis e as mais perfeitas para toda a humanidade. Contudo, os Titanics que ousam combater a lógica, a sensatez e a Deus vão parar no mais profundo e gelado cemitério.

No Brasil, o socialismo estabanado já bateu em uma dúzia de icebergs. Seus capitães estão quase todos a ferros no porão do navio, mas a tripulação ainda insiste na tentativa de manter a embarcação sob seu comando, com a orquestra ainda tocando, baixinho e triste. Não há mais carvão para as caldeiras, salários para os empregados, comida para os passageiros. A tripulação quase toda presa ou em vias de sê-lo. A esquerda brasileira afunda, ainda que o capitão esteja leve e solto.

Os esquerdistas continuam a tocar músicas no barco que aderna e segue para afundar. Convidam à sua mesa diversas minorias para usá-las, arregimentando-as como se por elas tivesse feito algo em mais de uma década. Defendem cotas raciais e liberdade de escolha de gênero para crianças e adolescentes, ousam minimizar o crime de pedofilia, já pensando em outro grupo minoritário para lhe compor hordas futuras em busca do poder a qualquer preço. Defendem que uns coloquem dedos nos cus de outros, chamando isto de arte, bem como concebem a hipótese de que meninas apalpando homens nus nada mais é do que liberdade de manifestação artística. A ideologia já era. O poder se foi. Morreram as franjas “majoritárias”, decompostas pela corrupção.

A degeneração da sociedade é o desejo, um último estertor de um grupo de pessoas reunidas por trás de uma péssima ideia. Acabou a impunidade, é chegado ao fim da utopia. Nada mais resta senão provocar a sociedade em suas coisas mais sérias, mexendo com crianças e adolescentes. A perversão – que sempre deu os ares da graça nos pensamentos marxista, leninista e gramsciano – agora possui toques de depravação. Esquerdistas sem poder e sem dinheiro viraram o que sempre foram: degenerados e antissociais.

A marcha das vadias e o Orgulho LGBT são produto deste pensamento derrotado. Minorias tratadas sem respeito, orquestradas como se fossem devassos irreverentes, passando pela concessão à pedofilia e à permissividade na questão de gênero e tudo o mais que serve para decompor o tecido social que nos une. É parte do desespero de uma causa, do triste fim de uma ideologia, do falecimento de uma ideia. No fundo, a esquerda é a arte degenerada, ruim, devassa que querem nos impor. A esquerda é a degeneração do construído, a depauperação do conquistado, a inveja da afluência obtida pelo trabalho.

O socialismo, desvairado, tirânico e titânico, afundou. E que aloje-se no inferno.

(Glauco Fonseca é consultor de marketing competitivo)

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