PARALISAÇÃO DEVE AFETAR A ECONOMIA PELO RESTO DO ANO

Especialistas afirmam que os efeitos da paralisação dos caminhoneiros na economia podem afetar o Brasil pelo resto do ano. O movimento, que durou apenas uma semana, deve impactar os principais setores do País. 

O Santander, por exemplo, já estava revendo a sua projeção para baixo desde o início desse ano, porém a greve fez com que o banco fosse ainda mais radical. Rodolfo Margato, economista da instituição financeira, acha que a confiança do investidor e do consumidor deve diminuir no próximo semestre. “Vínhamos com (uma previsão de alta de) 3,2% desde outubro. Já íamos revisar para algo mais perto de 2,5% por causa dos resultados do começo deste ano. Mas a decisão de 2% foi por conta da greve, considerando seus efeitos diretos e indiretos”, comenta. 

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) projeta que o impacto das manifestações pode chegar a R$ 15 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. Em comunhão com essa ideia, Arthur Passos, economista do banco Itaú afirmou que a instituição já vinha pessimista e considerava o cenário ruim mesmo antes das paralisações. “O impacto de curto prazo (que inclui apenas a interrupções nas cadeias de produção e suprimentos, e não considera os efeitos na confiança) não deve chegar a 0,4 % no resultado do segundo trimestre”, pontua. 

Até mesmo o setor de agropecuária, que havia crescido 1,4% em comparação com o mesmo período de 2017 deve sofrer baixa. “O agro deverá mostrar o pior resultado do segundo trimestre em termos de impacto. A produção se perdeu, os produtos não são estocáveis, como o das montadoras de carros”, finaliza Margato. 

 (Equipe do site)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *