PERDAS POR CARGAS PARADAS NÃO DEVERÃO SER RESSARCIDAS POR SEGURADORAS

Os donos de cargas que estragaram devido a paralisação dos caminhoneiros não deverão ter o valor dos produtos ressarcidos pelas seguradoras, mesmo com apólices que o protejam de riscos relacionados a transportes. De acordo com Sergio Caron, responsável pelo segmento Marsh, existem clausulas que preveem pagamentos em caso de greves, mas elas não cobrem bens que perderam a validade ou apodreceram devido ao tempo parado. 

“As situações previstas são relacionadas a danos ocasionados diretamente por manifestantes grevistas, situações em que alguém deliberadamente ataca a carga parada”, explica ele. 

Para Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro, esse tema ainda precisa ser judicializado. Isso, segundo ele, acontecerá porque é uma situação inesperada e única já que não se tratou de uma greve, mas sim de uma paralisação, sem possibilidade de passagem para os veículos maiores que desejavam salvar suas cargas.  

“Se as seguradoras tinham intenção de excluir esse tipo particular de prejuízo, redigiram essa situação nos contratos com muito cuidado”, ironiza, complementando que acredita que as reclamações dos assegurados devem ser atendidas. 

Já o sócio da Veirano, Felipe Bastos, discorda dessa opinião, afirmando que como o número de empresas que devem pedir o ressarcimento não deve ser alto, os valores perdidos podem não ser considerados pelas asseguradoras. “É um evento de força maior, geralmente cada um fica com seu próprio prejuízo”, conclui. 

(Equipe do site)

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