POPULAÇÃO ESTÁ PREPARADA PARA DEBATER SOBRE PRIVATIZAÇÕES, DIZ ECONOMISTA

Os investimentos públicos inadequados e a divulgação de inúmeros casos de corrupção pela Operação Lava Jato contribuem para que a sociedade brasileira repense sobre as privatizações. É nisso que acredita a economista e advogada Elena Landau, que é diretora responsável pelo Programa Nacional de Desestatização e presidente do Conselho Curador do LIVRES. 

A economista explica que a maioria das estatais foi autorizada há décadas por leis anteriores à própria Constituição de 1988. Landau afirma que estamos vivendo sob o mesmo modelo há muito tempo e defende que a abertura econômica é necessária para o desenvolvimento do Brasil. “Esse modelo de desenvolvimento intervencionista, protecionista e estatista está esgotado. Ele gerou uma crise nos anos 1980 e uma crise recente. Em ambos os casos nós regredimos uma década em muito pouco tempo”, analisa. 

Segundo Landau, as privatizações tornariam a economia mais dinâmica e gerariam centenas de bilhões de reais que poderiam ser utilizados para reduzir o endividamento público. Além disso, ela acredita que, através desse montante, poderiam dobrar os investimentos em segurança pública, saneamento, e estímulos à saúde e educação. “As pessoas confundem com um certo nacionalismo, tem uma subjetividade, mas não há nenhuma relevância econômica manter uma empresa como a Petrobras estatal”, exemplifica ela. 

Para a economista, até mesmo as estatais só deveriam ser mantidas se forem comprovadamente relevantes para o interesse coletivo, segurança pública ou se estiverem bem delimitadas em lei. Landau ainda lembra que muitos políticos têm interesses pessoais em certas estatais, assim como os alguns grupos privados que se beneficiam de seus negócios.  

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