REFORMAS ESTRUTURAIS ACONTECERÃO INDEPENDENTEMENTE DA ELEIÇÃO, DIZ GARMAN 

O diretor para Américas da consultoria de risco político Eurasia, Christopher Garman, afirmou em entrevista para o Estadão que as reformas estruturais, como a da previdência, irão acontecer independente de quem for o novo presidente. Para ele, a questão deve ser tratada como certa e o que está em jogo é o teor da reforma que será efetivada. 

“Mesmo com a candidatura do PT, se vingar, deve avançar alguma reforma. Lideranças do partido criticam a reforma desse governo, mas o custo de oportunidade de não fazer a reforma da Previdência é muito grande. Então a capacidade de construir uma coalizão no Congresso fica difícil. O que achamos é que o que está em jogo não é se vamos ter uma reforma, mas quão ampla ela será”, comenta. 

De acordo com o diretor, a tendência é de que nenhum dos candidatos se aprofunde nas suas possibilidades de reforma, já que o atual governo causou uma má impressão sobre o termo. Segundo ele, provável que todos os presidenciáveis enfatizem a questão do combate a privilégios e da justiça social. 

“O único candidato que detalhou a proposta da reforma da Previdência é o Ciro. Mas a narrativa política de conciliar uma reforma com a população contra a classe política é um ganho que o governo Temer está dando para os candidatos. Na campanha, talvez não haja detalhes de proposta, mas todos vão bater no combate aos privilégios”, finaliza. 

(Equipe do site)

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