SEM REFORMA, GASTOS COM A PREVIDÊNCIA PODEM CHEGAR A 82% DO ORÇAMENTO

Apenas em 2017 o rombo na previdência aumentou mais de 30 milhões e a expectativa é de que em 2024 os gastos previdenciários correspondam a 82% do orçamento da união, fazendo com que falte verba para outros setores da sociedade. Fatores como o envelhecimento da população brasileira e o aumento de sua expectativa de vida, os privilégios dos funcionários públicos e a falta de uma idade mínima dos trabalhadores do setor privado para a aposentadoria, são alguns dos pontos que precisam ser revistos pela legislação. 

A reforma da Previdência vem sendo amplamente discutida não apenas pela política, mas também por muitos economistas brasileiros que acreditam que ela tem caráter emergencial. Um deles é José Márcio Camargo, Ph.D. pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), que afirma que ela é necessária para manter o equilíbrio fiscal. “Vai ter que fazer uma reforma, não tem jeito. Se não fizer uma reforma, daqui a 10 anos não vai sobrar dinheiro para educação, saúde, gastos de manutenção do Estado”, alerta. 

Dezenas de instituições estão se unindo com o objetivo de conscientizar a população e os parlamentares sobre o risco que o rombo da Previdência acarreta para o futuro do País. Uma das consequências mais visíveis nos próximos anos, segundo o economista, será o aumento de impostos. “Alguma coisa vai ter que ser feita. Ou então, vão ter que aumentar os impostos sistematicamente. Quando mais tempo demorar para fazer a reforma, mais drástica ela vai ter que ser para colocar as coisas no lugar”, diz ele. 

Entidades como o Centro de Liderança Pública (CLP), o Movimento Brasil Competitivo, o Grupo de Líderes Empresariais e a XP Investimentos, são algumas que apoiam a reforma da Previdência. 

 

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