STJ TOMA DECISÃO QUE LIVRA ALCKMIN DA LAVA JATO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira (11), que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ficará de fora das investigações da operação Lava Jato. A decisão partiu da ministra Nancy Andrighi, relatora do inquérito. 

A deliberação se baseia nas investigações que apontam ocorrência de crime eleitoral, não podendo ser encaminhado para julgamento na justiça comum. Andrighi atendeu a um pedido, em requerimento, do vice-procurador-geral Luciano Mariz Maia, encarregado pela procuradora–geral da República, Raquel Dodge. 

A investigação foi aberta no STJ no fim do ano passado a pedido da própria Procuradoria Geral da República, aparada pelo conteúdo de delações premiadas de alguns executivos da Odebrecht. Essas delações alegam que o tucano havia recebido cerca de R$ 10 milhões por meio de caixa dois nas eleições de 2010 e 2014, o que configuraria o crime como especial (eleitoral). 

Além do ex-governador, são investigados neste inquérito Adhemar César Ribeiro, seu cunhado, e Marcos Monteiro, que foi secretário de Planejamento do governo Alckmin e recentemente nomeado à outra secretaria pelo atual governador Márcio França. Os pagamentos ilícitos teriam partido dos executivos da empreiteira Benedicto Júnior, Carlos Armando Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva.  

Geraldo Alckmin negou ter recebido qualquer quantia de dinheiro ilícito e declarou, horas antes da decisão de Andrighi, que esperava que o caso fosse para a Justiça Eleitoral.“A delação é de natureza eleitoral e sem nenhuma procedência. Isso vai ficar claro, é só aguardar um pouquinho”, disse.

O processo agora segue em sigilo e depende de uma decisão da Justiça Eleitoral de compartilhar, ou não, as provas do inquérito com a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo.  

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