SUSBSIDIÁRIAS DA ELETROBRÁS GERARAM PREJUÍZO DE R$ 22 BILHÕES EM 20 ANOS

As seis subsidiárias da Eletrobras que o Governo Federal pretende privatizar acumularam um prejuízo no valor de R$ 22,3 bilhões em 20 anos, após a União assumir as empresas em 1997. Na época, o plano era vendê-las posteriormente para a iniciativa privada, mas após duas décadas o leilão das distribuidoras pode ser adiado novamente.

Apesar do edital de venda já estar publicado, obstáculos impostos pelo Congresso e Judiciário ameaçam a comercialização das estatais. Enquanto na semana o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, retirou a distribuidora de Alagoas (Ceal) do acordo de venda até que os governos estadual e federal cheguem a um entendimento sobre o ressarcimento que deve ser pago ao estado, ainda é preciso votar um projeto de lei no Congresso a fim de resolver as pendências das distribuidoras do Norte.

Vale lembrar que, como em 2016 os acionistas da Eletrobrás decidiram não renovar as concessões das distribuidoras, a empresa atua como uma prestadora temporária de serviços com objetivo de manter o atendimento normalizado nesses estados. Como a federalização das distribuidoras de energia era para ser temporária, a União assumiu 60% das ações da Eletrobrás e os recursos consumidos pelas seis estatais vieram, em última instância, dos impostos pagos pela população.

Nesse cenário, o combinado foi que a companhia não utilizaria recursos próprios para a distribuição de energia, o que fez com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizasse reajustes tarifários superiores a 10%. Além disso, em quase dois anos as seis estatais consumiram cerca de R$ 4,5 bilhões em empréstimos subsidiados, sendo que a cada mês que permanecem sem serem vendidas, elas geram despesas de mais R$ 202 milhões.

(Equipe do Site)

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