Tarso Genro defende lista fechada, desdenha Bolsonaro e elogia Ciro Gomes

Em entrevista publicada hoje pela BBC Brasil, o ex-governador do RS e ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT-RS), desdenhou as chances do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que não para de crescer nas intenções de voto. Segundo pesquisa recente do Datafolha, Lula tem 30% e Bolsonaro surge em segundo com 15%. Questionado se Bolsonaro seria uma alternativa eleitoral viável contra Lula, Tarso respondeu: “A polarização entre Lula e Bolsonaro caracterizaria uma disputa frontal entre um vasto campo de centro-esquerda e a direita com tendências fascistas no Brasil, que jamais terá, na sociedade brasileira, uma base eleitoral e política majoritária”.

Sobre a possibilidade de reforma política o ex-governador é taxativo ao defender o modelo que é o sonho dourado dos implicados na Lava Jato. “Sou a favor da lista fechada. É a única forma de você saber exatamente em quem está votando. Equivocam-se pessoas que dizem que a lista aberta é mais democrática. Na lista aberta você vota no Tiririca e elege uma pessoa que você não conhece. Então na verdade é um voto que não tem uma determinação, não tem um foco político, uma escolha. E na lista fechada não – você olha a composição da lista e decide qual é a melhor que você quer prestigiar.”

Genro também afirmou que o PT terá candidato próprio em 2018, mesmo que Lula não possa concorrer em razão dos crimes que cometeu e que estão sendo avaliados pela Justiça. Ele lembrou o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Questionado sobre a possibilidade de Ciro Gomes ser o candidato petista saiu-se com um elogio ao destemperado: “É um quadro respeitável na esquerda brasileira”.

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