TRABALHO INTERMITENTE É UTILIZADO POR UMA A CADA QUATRO OCUPAÇÕES   

Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho indicam que uma a cada quatro ocupações já utilizam o contrato de trabalho intermitente, criado pelo governo com a aprovação da reforma trabalhista. Essa modalidade permite que os trabalhadores recebam por dia ou por hora trabalhados, sendo que o limite de tempo trabalhado deve ser negociado entre contratado e contratante. 

Foram registradas, pelo Ministério, 642 de 2.469 carreiras com movimentações de contratação e demissão que apareceram no novo regime. Além disso, dos 162 mil novos postos de trabalho criados entre abril e junho de 2018, quase 10 mil foram com vagas de emprego intermitente, o que representa 6% do total. 

De acordo com Cleber Venditti, sócio do escritório Mattos Filho, as empresas entendem esse tipo de contrato como uma solução para momentos difíceis. “As empresas veem [o intermitente] como opção para momentos de pico de trabalho. Assim evitam a sobrecarga das equipes e os custos com horas extras”, comenta. 

Para Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), esse tipo de contrato tem seu público alvo. “O trabalho intermitente é algo que sempre existiu e deveria ter uma regulação. Mas é voltado prioritariamente a quem tem mais disponibilidade de tempo, como ocorre com estudantes e aposentados, e não a quem precisa de ocupação em tempo integral”, finaliza. 

(Equipe do site)

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