Com a aproximação das eleições para a Presidência da República, que acontecerão em outubro, especialistas estimam que o maior desafio para o próximo presidente do Brasil será dar continuidade à recuperação da economia e na manutenção da regra do teto do gasto público. A PEC do Teto, que foi promulgada no final de 2016, estabelece um mecanismo de controle para o limite do gasto público e deve ser válida por 20 anos. 

Essa nova regra determina que as despesas da União só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. Para o economista e especialista nas áreas de finanças públicas e previdência social, Fabio Giambiagi, essa aprovação foi de suma importância para o País porque propunha uma solução para altos índices de inflação e risco de calote da dívida pública. “Mas ela precisa ser reafirmada pelo próximo governo. Viabilizar a reforma da Previdência irá permitir que a mesma seja respeitada. Do contrário, em 2020 ou 2021 será difícil obedecer ao teto”, alerta. 

O especialista explica que entre 2012 e 2013 o Brasil teve um ciclo de juros baixos, o que foi bom a curto prazo, mas se tornou um problema quando as taxas tiveram que subir vagarosamente para conter os efeitos da inflação. Segundo ele, isso mostrou que os juros baixos são importantes para o crescimento, no entanto apontou também que eles devem ser duradouros para tal. ” A circunstância hoje é diferente pois não há nada de artificialismo nas medidas do Banco Central, ao contrário daquela situação”, conclui ele. 

(Equipe do site)

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