Estarrecedor como na atualidade, a verdade dos fatos, trivialmente choca as pessoas! Abala crenças transcendentes, nobres e deixa-nos desconfortáveis.
Falar a verdade parece estar proibido. Definitivamente, não queremos ouvir a verdade! Viva o politicamente correto! No meu tempo de juventude inexistia…

Decadência cultural e ética tem reforçado essa situação. A cultura do entretenimento – e do fake news – banalizou a verdade e a confiança na veracidade dos fatos. Ironicamente, nem a mídia, tampouco as pessoas acreditam no que falam, escutam e veem.

O glorioso e crucial papel da mídia, de noticiar os fatos com imparcialidade, converteu-se para a capacidade de vender tempo de antena a anunciantes interessados. Todos mentem; os sistemas se protegem contra a verdade! Não faz mal, isso é assim…

No contexto dessa democracia tupiniquim – onde alguns (vários) decretam que tudo é permitido, imperam baixa consciência política, irresponsabilidade e mediocridade do jornalismo. Inversões de valores e fatos! Nada mais propício para políticos e proto-intelectuais populistas, gananciosos, narcistas e inescrupulosos que, com toda sistemática repetição de inverdades, passam a acreditar em seus autoenganos!

O espetáculo requerido são manchetes e denegrimento de reputações. Afinal de contas, os indivíduos se vinculam ao mundo político e social com base em necessidades, interesses, e muito em emoções. Ah, o viés de confirmação, que envolve a inclinação de buscar informações que apoiem nossas próprias noções preconcebidas, e muitas vezes falsas!

Vivemos hoje num grande espetáculo teatral, em que os atores são políticos e pseudo-intelectuais expostos ao grande público do contexto social verde-amarelo, alavancado e potencializado pelos holofotes das mídias burlescas e trapaceiras que enfatizam maiores e extensas mentiras, como forma de atrair manchetes e chamar a atenção de ávidos papagaios egoístas e intolerantes.
A verdade genuína – não deveria (!), mas – choca, arrepia!

Que horror! Nada é mais venerado do que o cinismo!

Escasso jornalismo imparcial, cultura da libertinagem e do entretenimento, sede pelo espetáculo dantesco…

“Verdade verdadeira” é desacreditada por uma metade de pessoas que – infeliz e conscientemente – pensam que é apenas mais uma tática de mentira de “irmãos humanos” oponentes.

Tristeza!

(Alex Pipkin é doutor em administração)

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