As grandes empresas do agronegócio brasileiro estão investindo em frotas próprias para diminuir os custos criados pelo tabelamento do frete mínimo para o transporte rodoviário de cargas. De acordo com eles, esse é um plano B para realizar o escoamento da próxima safra, já que esse ano o setor teve alguns prejuízos com essa questão.

Nesse cenário, a Amaggi, pertencente ao atual Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, fechou a compra de uma frota de 300 caminhões que serão entregues em janeiro. “A aquisição destes veículos atende a uma necessidade estratégica na estrutura logística”, disse o presidente executivo da empresa, Judiney Carvalho.

A Cargill, multinacional de origem americana, confirmou que fez a cotação de 1.000 unidades, mas ainda aguarda um posicionamento definitivo do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à inconstitucionalidade da tabela para finalizar a questão. “Se isto não ocorrer ou se esta decisão alongar-se de forma a dificultar nossas operações no país, estamos preparados para adotar uma alocação de frota própria”, afirmou a empresa, em nota.

Outra a se manifestar foi a Bunge. “A companhia se manifestará apenas após a decisão judicial e afirma que continuará pautando sua conduta pelo respeito às leis e decisões da Justiça”, informou.

(Equipe do site)

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