Neste último domingo completaram-se seis anos do incêndio na boate Kiss, de Santa Maria (RS). Nada menos do que 242 pessoas morreram em decorrência do fogo e fumaça. A imagem dos corpos, a maioria de jovens universitários, estendidos em um ginásio para identificação ainda hoje é difícil de esquecer.

Em entrevista ao Estadão, o presidente da Associação das Vítimas da Boate Kiss, Sergio da Silva, lamentou que não houve avanços: “Depois de seis anos de procura por justiça, nada evoluiu, nada mudou. Procuramos todas as instituições possíveis, como a Procuradoria Geral da República, Supremo Tribunal Federal, Conselho de Direitos Humanos da Câmara de Deputados, Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e, infelizmente, nada. Ainda temos um processo contra o Estado Brasileiro na Corte Internacional de Direitos Humanos, mas, até agora, não tivemos resposta nenhum”. Ele perdeu um filho de 20 anos na tragédia.

Até agora, os ex-proprietários da boate Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann ainda não foram julgados. E tampouco os músicos da banda que começaram o incêndio. Há uma interminável discussão jurídica se eles devem ser submetidos a júri popular ou ser julgados por um magistrado.

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