Um levantamento realizado pelo portal Jota mostrou que o pré-candidato à presidência da República, Ciro Gomes, responde a 70 ações cíveis no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), todos eles pedem indenização por danos morais. A esses somam-se também mais sete processos que se configuraram como queixas criminais por calúnia, injúria e difamação. 

De acordo com a Lei da Ficha Limpa nenhum dos processos em curso podem afetar a elegibilidade do ex-governador do Ceará, mesmo que for condenado ele tem garantida a sua candidatura para as eleições de outubro. Caso seja  eleito, Ciro não poderá responder pela condenação de nenhuma dessas ações já que o artigo 86 da Constituição Federal garante que o presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos que não tem relação com o exercício de suas funções. 

O único processo que Ciro respondeu e poderia tirá-lo da corrida eleitoral foi extinto em 2016. Na época o pré-candidato à presidência era secretário de saúde do Ceará e foi acusado pelo Ministério Público de cometer  irregularidades na implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), porém, a Justiça Federal entendeu que não seria de sua competência julgar a ação por improbidade administrativa. 

Entre os políticos que acionaram a justiça contra o pré-candidato estão o presidente Michel Temer, o ex-deputado Eduardo Cunha, o ex-prefeito de São Paulo, João Dória, e o seu possível adversário nas urnas Jair Bolsonaro. A ação de Temer ocorreu depois de Ciro o ter chamado de “capitão do golpe” em um programa de televisão, já Bolsonaro processou criminalmente o ex-governador após ele afirmar, em um programa de rádio, que o deputado teria cometido o crime de lavagem de dinheiro. 

(Equipe do site)

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