A Cuba e a Venezuela somam um total de R$ 2,3 bilhões em dívidas atrasadas com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de acordo com as informações do câmbio dessa quarta-feira (03.04). Segundo os dados, caso os países acabarem por não honrar o pagamento, a União é que terá que arcar com as despesas. 

A partir desse risco de não-pagamento, o BNDES registrou perdas de R$ 4,4 bilhões no balanço financeiro de 2018, divulgado na semana passada, sendo que esse montante equivale ao total dos débitos dos dois países com a instituição. Os financiamentos do BNDES ao exterior são cobertos pelo Tesouro, via Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que custeia o Seguro de Crédito à Exportação (SCE). 

De acordo com o professor Sérgio Lazzarini, do Insper, os empréstimos realizados para esses países são bastante arriscados e deveriam ter passado por uma rigorosa análise, considerando custos e benefícios, antes de serem concedidos. Ele fala ainda que não existe uma vantagem aparente em financiar obras no exterior, visto o alto risco de calote. “No fim das contas, a sociedade está pagando essa conta”, conclui. 

(Equipe do site)

Deixe uma resposta

Fechar Menu