O projeto que cria a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (PL 4060/2012), que foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio não será válido para as eleições de outubro pois ainda aguarda votação no Senado, sem contar que ainda existe um prazo de 18 meses para adaptação às novas regras estabelecidas. De acordo com especialistas ouvidos pelo Folha de São Paulo, isso levanta uma série de preocupações referentes a interferência da coleta de dados pessoais através da internet.

Para os especialistas, a falta de regulamentação cria possibilidades para que as empresas compartilhem e vendam informações de internautas e também favorece a pratica de propaganda dirigia a determinados grupos sociais e a disseminação de fake news. Chiara de Teffé, pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), explica que tais práticas prejudicam o debate político em tempos de grande proliferação de candidaturas polítcas.

“Quando empresas enviam material político de forma direcionada, pode haver manipulação da opinião pública e influência no debate. É um controle do que vai chegar às pessoas – que, em determinado momento, passam a receber apenas o que é direcionado a elas”, afirmou.

Segundo ela a manipulação pode acontecer após os usuários concordarem com termos encontrados nas redes sociais, que autorizam a coleta de informações básicas e rastros virtuais. Nesse cenário, pesquisas feitas, páginas curtidas, interações e conteúdos acessados auxiliam na montagem de um banco de dados com as preferências eleitorais, o que torna possível que os candidatos saibam os grupos sociais mais receptivos as ideologias que representa.

(Equipe do site)

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