Os momentos de crise podem ser um bom ponto de partida para desenvolver um possível negócio, foi o que disseram alguns empreendedores de sucesso para a revista Pequenas Empresas, Grande Negócios. De acordo com Francisco Loschiavo, sócio-fundador da CTI Global, o primeiro carro-chefe da sua empresa foi uma ferramenta que expurgava a inflação dos demonstrativos.

“Quando abrimos as portas da CTI Global [especializada em soluções financeiras], em 1992, éramos apenas três jovens profissionais. Naquele momento de rescaldo da crise gerada pelo Plano Collor, apostamos em preços mais competitivos do que as gigantes do segmento. Não demorou para que chegassem grandes clientes em busca de orçamento mais enxuto, devido à crise, mas que não abriam mão de soluções para analisar suas demonstrações financeiras em meio ao caos da hiperinflação”, comenta.

Para João Appolinário, fundador da Polishop, o diferencial de sua empresa foi oferecer ao consumidor a condição de parcelar suas compras em dez vezes. “Em meados da década de 90 eu já tinha detectado que a revolução digital mudaria o consumo. As pessoas estavam deixando de lado a lista telefônica para se aventurar pelas pesquisas online, o que me impulsionou a começar um negócio totalmente diferente do varejo tradicional”, indica.

Segundo Wilson Poit, fundador da Poit Energia, o impulso final para abrir o seu negócio veio com a privatização das empresas de telecomunicação, depois da crise. “A ideia nasceu quando fui mal atendido por um fornecedor de geradores. Como sou engenheiro eletricista, aquela experiência me mostrou que eu poderia oferecer algo muito melhor”, afirma.

(Equipe do site)

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