Em documento divulgado na quarta-feira (06.06), associações setoriais estimaram que o prejuízo causado pelas concessões feitas pelo presidente Michel Temer para acabar com a greve dos caminhoneiros trará prejuízos enormes. Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo da Instituto Aço Brasil, afirma que as perdas para o setor siderúrgico somam R$ 1,1 bilhão apenas durante a greve, quando dez acionarias foram paralisadas e 17 fornos tiveram que ser abafados. 

Porém, segundo ele, o pior impacto para a indústria foi a negociata entre Temer e os caminhoneiros, que causará a redução do programa Reintegra, que devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados através de créditos do PIS/Cofins. De acordo com Mello Lopes, o setor já pleiteava o aumento da alíquota para 5% há dois anos, mas agora ela foi reduzida em 1%. 

“O governo ainda insiste em classificar o Reintegra como um incentivo fiscal, um benefício. Na verdade, ele apenas traz um ressarcimento em função do atual sistema tributário”, declara. 

Já Fernando Figueiredo, presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), estimou que o prejuízo no setor beira aos R$ 950 milhões, o que motivou a entidade a cogitar mover uma ação judicial contra as medidas. apesar disso, ele considera que a paralisação foi justa porque aconteceu em função dos altos custos gerados para a categoria. 

“A culpa é exclusivamente da Petrobras que não construiu refinarias e nos tornou dependentes da importação de combustíveis e, portanto, do câmbio”, comentou ele. 

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também indicou que teve perdas. Segundo a entidade, em maio a produção caiu 15% em relação ao mesmo mês de 2017, interrompendo uma sequência de 18 meses de alta para o setor.  

(Equipe do site)

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