Especialistas defendem que a indústria 4.0 precisa de mais investimentos para conseguir avançar no Brasil. As transformações na indústria são tão grandes e atingem tantos setores que essa já está sendo considerada uma nova revolução industrial, o que impacta diretamente não apenas na produção, como também na competitividade das empresas, na interação humano-máquina e nas questões econômicas e sociais.  

De acordo com Marcelo Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), a competitividade é o ponto que mais precisa de atenção. “O conceito de indústria 4.0 surgiu na Alemanha há quatro anos para manter o país entre os líderes mundiais. Não há ruptura, o que há é continuidade. Tudo o que se fez na indústria, vai continuar sendo feito, só que com mais eficiência”, acredita. 

Entre as principais tecnologias que estão inovando a indústrias 4.0 pode se citar a Internet das Coisas (IoT), big data, robótica avançada, realidade virtual e inteligência artificial. Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, afirma que existe uma grande necessidade de desenvolver um programa de manufatura avançada que possa trabalhar a produtividade industrial de forma generalizada. 

“Vimos que nosso programa de financiamento de startups e empresas inovativas gera um benefício extraordinário e as prepara para a manufatura avançada. Sem dúvida, uma forma de melhorar a indústria brasileira está em financiar essas pequenas empresas”, declara. 

Como forma de preparar novos profissionais para os desafios da nova era industrial, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) vai destinar recursos para a capacitação de 1,5 mil professores e 10 mil alunos da rede federal. Além disso, o MCTIC também pretende lançar o Plano Nacional de Internet das Coisas, que será focado no crescimento econômico.  

(Equipe do site)

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