A estratégia dos principais colocados nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da república nas eleições de outubro deve ser ignorar a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos debates. Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela Operação Lava Jato e está preso em Curitiba para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de regime fechado. 

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) chamou Lula de “carta fora do baralho”, assim como Geraldo Alckmin (PSDB) que já sinalizou que seu principal alvo na campanha serão os eleitores do próprio Bolsonaro. De acordo com a coordenadoria de campanha de Marina Silva (REDE), não existe uma estratégia definida sobre citar ou não o ex-presidente, mas “quando o Haddad virar candidato, o assunto certamente fará parte do debate”. 

Para Ciro Gomes (PDT), o PT possui um candidato que será tratado como concorrente nas eleições, independente de quem for, ao contrário de Álvaro Dias (Podemos) que não tratará Lula como candidato, mas criticará sua atuação política. Dois presidenciáveis já sinalizaram que irão utilizar a imagem de Lula nos debates, Henrique Meirelles (MDB), que citará sua participação como ministro no governo do petista e Guilherme Boulos (PSOL) que deve seguir defendendo a legitimidade da candidatura de Lula. 

Segundo o analista político Ibsen Costa Manso, da ICM Consultoria, a estratégia de isolar Lula está correta. “Isolá-lo dos fatos políticos seria a melhor estratégia. O material de campanha do ex-presidente apela à memória do eleitorado. Então, as outras campanhas precisam trabalhar no sentido de deixá-lo fora do processo”, explicou. 

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