As Fintechs, que oferecem créditos e contas pela internet, terão que cumprir alguns requisitos mínimos se quiserem operar no Brasil. A medida foi imposta pelo Conselho Monetário Internacional (CMN) que estabeleceu dois modelos para as Fintechs trabalharem. 

O objetivo da nova regulamentação é diversificar o mercado de crédito e diminuir os juros ao consumidor. Os dois modelos foram chamados de sociedade de crédito direto (SCD) e sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP). O primeiro funciona como um banco, onde a empresa empresta seus recursos próprios exclusivamente pela plataforma e o segundo trabalha como uma espécie de intermediador, onde empresas e pessoas físicas entram na plataforma para poderem emprestar dinheiro a outros indivíduos. 

Alguns pontos fundamentais foram modificados em relação às regras que estavam anteriormente estabelecidas. Antes, por exemplo, as Fintechs tinham que estar vinculadas a uma instituição financeira convencional e não podiam emprestar dinheiro próprio, agora, basta ter um capital mínimo de R$ 1 milhão para poder operar. No caso das transações em SEP foi estipulado um limite de R$ 15 mil para cada credor, o tomador, no entanto, pode adquirir vários empréstimos do mesmo valor, desde que seja com credores diferentes. 

As empresas estão autorizadas a fazer análise de crédito, cobrança, representação de seguros e emissão de moeda eletrônica. Porém, não podem vender investimentos e nem captar recursos para si. 

(Equipe do site)

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