A greve dos caminhoneiros já resultou em um prejuízo de mais de R$ 34 bilhões para alguns setores da economia nos primeiros oito dias de movimento. As perdas afetam áreas de produtos e serviços essenciais para a política econômica interna e externa. 

De acordo com informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de carnes (Abiec), das 109 unidades de produção, 107 estão fechadas e duas operam com 50% da capacidade, o que reflete em um prejuízo que  varia de R$ 8 bilhões à R$ 10 bilhões.  Os distribuidores de combustíveis perderam aproximadamente R$ 8 bilhões desde o início da greve, segundo a Associação Nacional das Distribuidores de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural). 

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Fernando Pimentel, estima que a perda do faturamento líquido do setor pode chegar a R$ 1,7 bilhão, sendo que 90% das empresas estão com dificuldades nas operações. “Há perdas que poderão ser recuperadas, mas outras não”, comenta. 

No comércio varejista, as perdas atingem os R$ 5,4 bilhões de prejuízo diário, segundo dados do Fecomércio. Os setores de construção civil e indústria farmacêutica deixaram de movimentar mais de R$ 2,9 bilhões e R$ 1,6 bilhão, respectivamente. A Associação Brasileira de Laticínios informou que 300 milhões de litros de leite já foram descartados, acarretando um rombo de R$ 1 milhão. 

O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) disse que a paralisação reflete também na manutenção das contas públicas, já que a arrecadação de impostos também diminuiu em R$ 3,86 bilhões. Gilberto Luiz do Amaral, consultor tributário, fala que os reflexos da paralisação afetam muito mais do que se pode pensar. “Isso tem reflexo nas contas públicas, pois o orçamento já conta com essa arrecadação para dar andamento a projetos, folha de pagamentos, investimentos, etc”, finaliza. 

(Equipe do site)

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