O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que o investidor de fora ainda espera para ver o que acontece com Previdência para conseguir direcionar seus investimentos ao Brasil. Segundo ele, foi possível notar em Davos, no Fórum Econômico Mundial, dois momentos em que houve uma maior demonstração de interesse estrangeiro no país.

“O primeiro foi o almoço que promovemos aqui desde 2014 e que estava bem mais cheio, com gente do mundo todo querendo ouvir o ministro Paulo Guedes. O segundo foi a sessão do Fórum com o presidente Jair Bolsonaro”, comenta.

Quando perguntado pelo jornal Estadão sobre a possibilidade de não aprovação da reforma da Previdência, ele se mostrou preocupado. “Não acho que o Brasil caia num abismo no dia seguinte porque a situação das reservas é sólida, mas haverá uma frustração muito grande e a gente poderá ter uma evolução econômica muito ruim, muito morosa”, indica.

Sobre o sistema ideal, ele falou sobre capitalização. “Sem dúvidas é o ideal, se fosse possível. No regime de capitalização, cada geração poupa para a sua própria aposentadoria. Só que, hoje, as gerações entrantes poupam para as gerações mais velhas”, conclui.

(Equipe do site)

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