O presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato à presidência da República, Rodrigo Maia, colocou projetos com forte apelo popular como prioridade nas pautas para votação, incluindo o subsídio ao gás de cozinha. Assim como acontece com a gasolina e o diesel, o preço do gás de cozinha segue a cotação internacional, mas Maia  prometeu a líderes partidários que irá votar a medida a fim de baixar esse valor. 

Atualmente o preço do gás vendido em botijões de 13 quilos é reajustado a cada três meses, uma política adotada pela Petrobras para tentar suavizar a alta desses valores. Porém, apesar dos dois cortes promovidos pela petrolífera e do preço do produto nas refinarias acumular uma queda de 9,2% no ano, o valor médio do botijão se manteve praticamente estável, diminuindo apenas 0,3%. 

A estratégia de incluir medidas populistas e pautas de interesse da equipe econômica em medidas provisórias (MPs) está sendo adotada para pressionar o governo para aceitar uma negociação, como aconteceu com o projeto de reoneração da folha de pagamento das empresas, aprovado na semana passada. Assim, Maia pretende validar o subsídio ao gás de cozinha juntamente com o projeto da cessão onerosa, que, de acordo com os cálculos do deputado, pode render uma receita extra de até R$ 100 bilhões ou com a MP que acaba com o Fundo Soberano do Brasil (FSB), editada por Temer na semana passada e que pode ser utilizada para enfrentar crises econômicas. 

(Equipe do site)

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