O mês de janeiro foi marcado pela expectativa de todos em relação aos primeiros passos do governo Bolsonaro e de sua equipe. Particularmente, eu anseio por reformas em duas áreas fundamentais: na economia e na educação – peças chave para a mudança no Brasil. Historicamente a esquerda as domina. De um lado amarrando a economia com regulações, impostos e uma parafernália de encargos e obrigações que estrangulam os empregadores e impedem a geração de novos empregos, travando o crescimento do país. De outro, infestam o ensino público e até o privado com doutrinação marxista, incitando a famosa guerra de classes – sim, isso ainda existe em pleno 2019 – plantando sementes socialistas nas mentes, entre elas, o velho bordão da esquerda: o patrão é um capitalista explorador.

Inacreditavelmente, esse conceito errôneo sobre os empregadores (exploradores) ainda prevalece na mentalidade de muitas pessoas. Uma das razões para isso é a falta de informação, aliada à predominância do marxismo na sociedade. Os doutrinadores enganam os incautos a tal ponto que esses, com sua a visão embaçada pelo marxismo, passam a ver somente os frutos do empregador, mas não se importam quando ele tem prejuízo. De propósito, não prestam atenção no tamanho da responsabilidade que o empregador carrega nas costas, não relevam que ele é o primeiro a chegar e o último a sair em sua empresa e não levam em conta que, para chegar ali, o empregador gastou muita sola de sapato indo atrás de seu sonho, às vezes vendendo casa, veículos e bens para poder empreender. Enfim, o ensino marxista faz com que os revolucionários coletivos fechem seus olhos aos obstáculos do empregador, não enxergando a quantidade de impostos que ele tem a pagar, por exemplo, ou os custos com encargos trabalhistas para poder ter um negócio e gerar empregos. É bem verdade que nem todo influenciado pelo marxismo constitui-se um revolucionário atuante, mas o fato é que muitos incautos acabam abraçando a ideia marxista, às vezes inconscientemente.

Historicamente, a esquerda difunde sua narrativa característica de vitimismo, fazendo uso de seu charlatanismo intelectual e populista para enganar as pessoas. Apesar de, atualmente, a nova estratégia esquerdista fomentar a divisão de gêneros, raças… o conflito de classes, tática revolucionária do manual de Marx, ainda é muito usado. Eu, por exemplo, cresci com a mentalidade obstruída pelo engano do socialismo e não precisei ler Marx (fui ler depois dos 30) para me sentir explorado, pois a doutrinação marxista chegou naturalmente até mim e me fisgou já na juventude (apesar de eu nunca ter oficialmente sido de esquerda, estava sob influencia da mesma).  A doutrinação é mais real do que muitos imaginam, e é realizada em todos os lugares. Aparelharam tudo: as instituições, os governos, os órgãos públicos, o ensino, as ONGs e a cultura, onde sempre tem um doutrinador marxista pregando vitimismo e falando mal do empregador.

A esquerda infestou o país com o gramscismo cultural, e esse processo demora muito tempo para ser revertido. Por enquanto, infelizmente, ainda há milhares de pessoas atoladas nessa ideologia mentirosa, que levou países à bancarrotas, causando, além de atraso, mortes em massa e barbárie pelo mundo – a exemplo do Holomodor, o cruel massacre dos ucranianos. Basta observar as redes sociais e encontraremos muitos zumbis revolucionários, com um comportamento coletivo assustador, pregando ódio ao capitalismo. Tudo balela! Falam do capitalismo (a maioria influenciados pelo professor marxista), mas não abrem mão dos produtos ianques (revolucionários adoram um IPhone), além de, na primeira oportunidade, migrarem para os EUA capitalista explorador.  Sob hipótese alguma, claro, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte são opções para morar. Nesses casos, portanto, a questão não é ser incauto, mas sim idiota.

O certo é que, passados 101 anos da revolução dos bolcheviques, o socialismo nunca deu certo – e não vai dar, pois ele é fundamentado no erro, ou seja, ele é errado. Por isso, definitivamente, o Brasil precisa se libertar das raízes marxistas, e essa ruptura precisa ser dada na educação, desde os anos iniciais de ensino até à universidade, fomentando os jovens a não abrir mão da liberdade por ideologia alguma. Isso não é doutrinar, é mostrar que a liberdade não tem preço e não pode ser negociada. É evidente que nem o melhor antídoto capitalista muda uma geração de zumbis coletivos com pensamento já formado, isso só o tempo pode fazer. Mas é preciso agir rápido, para que a próxima geração não flerte com o socialismo, porque vimos o estrago que essa ideologia atrasada fez no Brasil e, principalmente, na Venezuela.

Enfim, que o ministro Paulo Guedes não meça esforços para dar andamento às reformas econômicas necessárias para acabar com as amarras burocráticas que travam o crescimento das empresas e, por conseguinte, atrasam o desenvolvimento do país. Isso, de um lado. De outro, que o ministro Ricardo Vélez Rodríguez desempenhe bem seu papel na educação e crie mecanismos para sepultar a doutrinação marxista, de maneira que o Brasil deixe de ser um país composto por zumbis coletivos revolucionários que se sentem explorados pelo patrão, e se torne uma lugar de empreendedores, ou seja, uma nação rica.

(Ianker Zimmer é jornalista)

Deixe uma resposta

Fechar Menu