Os documentos enviados pelos partidos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para garantir o uso do fundo eleitoral, indicam que as siglas privilegiarão os atuais deputados. Em alguns casos, o destino da verba obrigatória para a candidatura das mulheres será definido pelos candidatos homens. 

Nesse cenário, o PP afirmou que cada candidato homem escolherá a candidata mulher a qual vai destinar 30% da sua verba para a campanha. De acordo com especialistas que a Folha de São Paulo manteve em anonimato, essa atitude de dependência da mulher descaracteriza o princípio da lei, que é fomentar e dar liberdade para as mulheres participarem mais da política. 

O advogado Arthur Rollo concordou com a existência de critérios na hora de distribuir o fundo, mas alertou que o dinheiro tem que chegar a todos os candidatos. “Defendo que haja critérios como: quem está exercendo mandato recebe um pouco a mais. Mas tem que chegar a todo mundo”, comenta. 

Ao todo, apenas 12 dos 35 partidos registrados no TSE apresentaram a documentação necessária, sendo eles PSDB, DEM, PSB, PSD, PP, PR, PRB, PSOL, PPS, PMN, PRTB e Patriota. Destes, seis ainda terão que fazer alguns ajustes, como atualização de assinaturas sem firma reconhecida. 

(Equipe do site)

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