A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa os empregados da Petrobras, anunciou que pretende iniciar uma greve de 72 horas a partir da quarta-feira (30.05). Em comunicado oficial, a entidade pede a redução dos preços de combustíveis e do gás de cozinha, a saída de Pedro Parente da presidência da Petrobras e a retirada das Forças Armadas das refinarias de petróleo. 

“Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobras e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa”, diz parte da nota. 

A decisão foi tomada no sábado (26.05), em reunião por teleconferência realizada no Rio de Janeiro, onde ficou definido que uma série de ações já começariam a ser feitas a partir do domingo (27.05). “Os petroleiros farão novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia”, afirma a federação. 

De acordo com o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, a previsão era iniciar a greve no dia 12, mas o movimento foi antecipado em apoio à greve dos caminhoneiros, que já dura uma semana.  Rangel disse que “a questão central nos preços dos combustíveis não são os tributos, é a política do Pedro Parente” e também ratificou que o assunto é discutido pela FUP “há bastante tempo”. 

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) informou que os funcionários da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) deixaram de trabalhar no turno de 8 horas a 16 horas deste sábado. Porém, segundo a assessoria da Petrobras, a produção não foi afetada porque os empregados do turno anterior assumiram as operações.  

(Equipe do site)

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