O presidente da Petrobras, Pedro Parente, pediu demissão nessa manhã (01.05) após dois anos no cargo. De acordo com um comunicado oficial divulgado pela estatal, o Conselho de Administração examinará a nomeação de um CEO interino ao longo desse dia para assumir a posição. 

A saída acontece após duras críticas quanto á sua política de preços para os combustíveis, principalmente vindas dos caminhoneiros e petroleiros. Em carta enviada para o presidente Michel Temer, Parente afirma que a greve dos caminhoneiros e “suas graves consequências para a vida do país” provocaram um debate “intenso e por vezes emocional” sobre as razões que motivaram a crise. 

O ex-presidente da estatal também disse que apesar de sua política de preços ser colocada em “questionamento” ele acredita que os “resultados obtidos revelam o acerto do conjunto das medidas que adotamos, que vão muito além da política de preços”. Por fim Parente declarou em sua carta que refletiu muito sobre esse assunto e admite que “que novas discussões serão necessárias”. 

“Diante deste quadro fica claro que a minha permanência na presidência da Petrobras deixou de ser positiva e de contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente”, conclui. 

(Equipe do site)

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