A avaliação de especialistas em mercado de trabalho, que concederam entrevista para o portal Estadão, indica que a recuperação acelerada do mercado de trabalho depende da agilidade que o governo de Jair Bolsonaro terá para emplacar as reformas. De acordo com eles, apenas reformar a Previdência não será suficiente.

Segundo economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) Eduardo Zylberstajn, essa recuperação da confiança no setor ainda está longe de ser estabelecida. “Este ano deve ser melhor do que 2018, mas ainda não vai ser um ano de retomada robusta do mercado. A reforma da Previdência, na melhor das hipóteses, deve ser aprovada no meio do ano. E o empresário leva um tempo para voltar a investir com mais afinco em maquinário e contratações”, afirma.

No entanto, o professor do Insper Renan de Pieri afirma que, mesmo que o mercado não esteja aquecido para a indústria, será favorável ao varejo. “O mercado este ano terá o desafio de não só absorver os desempregados, mas empregar os desalentados que em algum momento vão voltar a procurar por novas vagas”, indica.

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Mauro Rochlin afirmou que, para tudo isso acontecer, o governo precisa “mostrar a que veio”. “O Brasil tem uma demanda reprimida por obras de infraestrutura. A retomada do investimento, em áreas como transporte e óleo e gás, via licitações por parte do setor público, ajudariam a destravar projetos e aquecer as contratações em setores que geram muitos empregos, como a construção civil”, conclui.

(Equipe do site)

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